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Derrubando árvores aos berros

Nas Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, é costume derrubar árvores aos “gritos”.

  Quando algum tronco é grosso demais para ser abatido a machado, os nativos dotados de “poderes misteriosos” berram ofensas e maldições por vários dias, o tempo todo. Resultado: a árvore morre e cai por terra. Dizem que assim, matam o espírito da árvore.

  Todos nós repetimos e sabemos o quanto as palavras podem ter “força”, principalmente, quando ditas pelas pessoas que são mais importantes para nós. Se uma árvore não consegue resistir, podemos imaginar os efeitos que gritos, ofensas, críticas e humilhações podem causar em uma pessoa, principalmente, quando ela ainda está em formação, como é o caso das crianças e adolescentes.
Um abraço para confortar, uma palavra de ânimo, um gesto de carinho.
Diante dos erros, falhas e medos, ter a segurança de continuar sendo amado e apoiado.

Estejamos atentos para tornar o “espírito” de nossos filhos cada vez mais vivo!

Kátia Mendes,

            psicóloga e diretora do Núcleo Integração. 

 

O que é essencial

Atualmente, a família precisa lidar com inúmeras mudanças, como  rotinas exaustivas, exigências cada vez maiores, tecnologia, vida  virtual, dentre outras questões contemporâneas que tornam o “ter” e “aparecer” superior ao “ser”.

Vivemos numa era de consumismo e relacionamentos instáveis, em  que alguns valores ou estão profundamente alterados ou estão se  perdendo. E assim vamos vivendo numa permanente busca pela  melhor casa, o melhor carro, o melhor celular, mais visualizações,  bem como, os melhores e os mais caros brinquedos infantis e jogos.

Para poderem proporcionar “o melhor” aos seus filhos,  frequentemente, os pais passam muito tempo trabalhando e  ocupados, mesmo em casa, não sobrando energia e paciência para  dar atenção e brincar com suas crianças.  Nesse contexto, os  aparelhos eletrônicos têm se tornado, muitas vezes, seus  companheiros e brinquedos.

Diante de tantas demandas de consumo, por vezes, pode ser difícil  estabelecer prioridades. O que é essencial? Precisamos nos  perguntar e refletir sobre isso. 

Sim, estamos diante de uma realidade, mas que tal assumir o  desafio de promover mudanças de hábitos que priorizem os  momentos em família?   

Mesmo com as inúmeras ofertas de consumo, o afeto precisa ser o  ingrediente fundamental nas relações, visto que, nada substitui o  olhar, a atenção e o cuidado para com o outro. 

Para que seu filho cresça com raízes sólidas, ele precisa sentir-se amado, valorizado e pertencente e isso acontece principalmente  através de atitudes que demonstrem essa valorização e amor. 

Mostre as brincadeiras de sua infância, proponha um jogo de  tabuleiro com toda a família, combine um tempo, sem eletrônicos,  incluindo os pais, para alguma atividade em comum. Usem a  criatividade, brinquem, divirtam-se, convivam mais e melhor. 

“Me diga e esquecerei

Me ensine e me lembrarei

Envolva-me e aprenderei” 

(Benjamim Franklin)

Kátia Mendes,

            psicóloga e diretora do Núcleo Integração. 

 

Ser responsável é

Ser responsável por educar, orientar, ensinar e participar da  formação de um filho pode ser um projeto desafiador, do qual por  mais que nos preparemos podemos não nos sentir realmente  preparados. 

Muitos fatores entram em jogo: histórias e experiências pessoais,  legado familiar, expectativas, necessidades, desejos e óticas  diferentes sobre mundo e educação. 

Sob quais alicerces fundamentamos a formação de um filho? O que é essencial?  

Da mesma forma que para atingirmos uma meta são necessárias  várias etapas, o processo de desenvolvimento e formação de uma criança também envolve várias fases. 

Portanto, a pergunta que ecoa é: estamos  preparando nossos filhos para o que esperamos deles?   

O que você quer que seu filho aprenda e de que forma espera que  isso aconteça? 

Ainda relacionamos êxito na vida somente a bom desempenho  escolar? 

Quais competências e  valores precisam ser ensinados,  desenvolvidos e praticados ? 

  

Kátia Mendes,

            psicóloga e diretora do Núcleo Integração. 

 

De repente o barulho das tarefas infinitas, das ocupações incessantes e do corre-corre diário cessou.  

E no silêncio do confinamento, as pessoas ficaram mais nítidas, sem máscaras, as feridas mais abertas, as lembranças mais saudosas e as emoções mais difíceis de conter. 

Momento de ouvir a si mesmo e o que está ao redor. São muitas as possibilidades, tantos novos sons, mas também muitos “ruídos”: o medo do que pode acontecer, a dúvida do reencontro, de ouvir outra vez “ eu te amo”,  de ter oportunidade de uma reconciliação. Enfim, mas também, poder ouvir a risada de um filho quando brincam juntos, responder e conversar com um amigo, fazer tudo diferente e acreditar que tudo ficará bem.   

Passamos tanto tempo correndo, fazendo e postando coisas, sem parar … E agora, de uma hora pra outra, fomos parados. Coisa ruim. Um vírus que nos ameaça e paralisa. Porém, diante disso, podemos fazer uma escolha: continuar paralisados ou decidir viver novos caminhos, novas prioridades…

Kátia Mendes,

            psicóloga e diretora do Núcleo Integração. 

 

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